MAC Preservando a Vida do Cerrado e do Planeta

MAC Preservando a Vida do Cerrado e do Planeta

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Olá amigas e amigos do MAC
   Hoje, dia 13 de julho, comemoramos o nosso dia, o dia do nascimento do MAC, que também é o dia do Estatuto da Criança e do Adolescente do Brasil.
   Há 44 anos atrás um pequeno grupo de pessoas foram COM-VIVER com crianças e adolescentes da Ilha do Maruim, um dos bairros mais sofridos de Olinda-Recife, no Nordeste do Brasil. Não foram por pena e nem dó, mas por acreditarem que toda criança e adolescente deve ser respeitada como pessoa, por isso, portadoras de direitos. Surgiu então o que hoje chamamos de Movimento de Adolescentes e Crianças - MAC.
   O MAC não é um movimento onde os educadores lutam para que a meninada tenha direitos, mas, lutam COM as crianças e os adolescentes no intuito de que elas sejam sujeitos de sua história.
   Muitas pessoas passaram pelo MAC e foram impactadas, movimentadas, e cresceram como pessoas. Ao mesmo tempo ajudaram a movimentar a cultura política de reconhecimento da criança com GENTE.
   Nos orgulhamos por sermos um dos primeiros grupos organizados do Brasil e da América Latina a lutar pelos direitos infanto-juvenis. Pois, quando, no Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi criado, em 1990, o MAC já tinha 22 anos de luta. Dessa forma, podemos afirmar que fizemos parte, substancialmente, da criação dessas leis de proteção a infância brasileira.
   Neste dia, em vários lugares do país, os grupinhos estão festejando a sua VIDA, como movimento organizado de relevância para a cultura-política humana-social-transformadora. Aqui no Distrito Federal, às 20h terá a "festinha", preparada pela meninada, com comes e bebes partilhados.
 
   Queremos aproveitar para agradecer as crianças, os adolescentes, @s acompanhantes/educador@s e tod@s @s amig@s que contribuíram e contribuem para que a utopia/sonho/projeto de um OUTRO MUNDO POSSÍVEL esteja cada vez mais próximo... Assim como proclamou Jesus: "O Reino de Deus está próximo"... E nós respondemos: "Ele está no meio de nós". Pois, uma sociedade que defende e reconhece os "pequenos" como SUJEITOS é uma sociedade que caminha para além das injustiças e do capitalismo.

   Obrigado a tod@s que fizeram e fazem parte de nossa vida/movimento e "muitas felicidades, muitos anos de vida"..."Hasta la vitória siempre".

Klaus Paz
Coordenador Nacional do MAC

sexta-feira, 18 de maio de 2012

O que está em jogo na Rio+20*

O que está em jogo na Rio+20*     Pela unidade e a mobilização dos povos, em defesa da vida e dos bens comuns, justiça social e ambiental contra a mercantilização da natureza e a "economia verde". A um mês da conferência das Nações Unidas Rio +20, os povos do mundo não veem resultados positivos no processo de negociação que está ocorrendo na conferência oficial. Ali não se está discutindo um balanço do cumprimento dos acordos alcançados na Rio 92, ou como mudar as causas da crise. O foco da discussão é um pacote de propostas enganosamente chamado de "economia verde" e a instauração de um novo sistema de governo ambiental internacional que o facilite.     A verdadeira causa estrutural das múltiplas crises é o capitalismo, com suas formas clássicas e renovadas de dominação, que concentra a riqueza e produz desigualdades sociais, desemprego, violência contra o povo e acriminalização de quem os denuncia. O sistema de produção e o consumo atual - representados por grandes corporações, mercados financeiros e os governos que garantem sua manutenção – produzem e aprofundam o aquecimento global e a crise climática, a fome e a desnutrição, a perda de florestas e da diversidade biológica e sócio-cultural, a contaminação química, a escassez de água potável, a desertificação crescente dos solos, a acidificação dos mares, a grilagem de terras e a mercantilização de todos os aspectos da vida nas cidades e no campo.
     A "economia verde", ao contrário do que o seu nome sugere, é outra fase da
acumulação capitalista. Nada na "economia verde" questiona ou substitui a economia baseada no extrativismo de combustíveis fósseis, nem os seus padrões de consumo e produção industrial. Esta economia estende a economia exploradora das pessoas e do ambiente para novas áreas, alimentando assim o mito de que é possível o crescimento econômico infinito.
     O falido modelo econômico, agora disfarçado de verde, pretende submeter
todos os ciclos vitais da natureza às regras do mercado e ao domínio da tecnologia, da privatização e da mercantilização da natureza e suas funções. Assim como dos conhecimentos tradicionais, aumentando os mercados financeiros especulativos através dos mercados de carbono, de serviços ambientais, de compensações por biodiversidade e o mecanismo REDD+ (Redução de emissões por desmatamento evitado e degradação florestal).
     Os transgênicos, os agrotóxicos, a tecnologia Terminator, os
agrocombustíveis, a nanotecnologia, a biologia sintética, a vida artificial, a geo-engenharia e a energia nuclear, entre outros, são apresentados como "soluções tecnológicas" para os limites naturais do planeta e para as múltiplas crises, sem abordar as causas verdadeiras que as provocam.
     Além disso, se promove a expansão do sistema alimentício agroindustrial, um dos maiores fatores causadores das crises climáticas, ambientais, econômicas e sociais, aprofundando a especulação com os alimentos. Com isso se favorece os interesses das corporações do agronegócio em detrimento da produção local, campesina, familiar, dos povos indígenas e das populações tradicionais, afetando a saúde de todos.
     Como uma estratégia de negociação na conferência Rio +20, alguns governos
de países ricos estão propondo um retrocesso dos princípios da Rio 92, como o princípio de responsabilidades comuns e diferenciadas, o princípio da precaução, o direito à informação e participação. Estão ameaçados direitos já consolidados, como os dos povos indígenas e populações tradicionais, dos camponeses, o direito humano à água, os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, dos imigrantes, o direito à alimentação, à habitação, à cidade, os direitos da juventude e das mulheres, o direito à saúde sexual e reprodutiva, à educação e também os direitos culturais.
     Está se tentando instalar os chamados Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável (ODS) que serão utilizados para promover a "economia verde", enfraquecendo ainda mais os já insuficientes Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).
     O processo oficial propõe estabelecer formas de governança ambiental
mundial que sirvam como administradores e facilitadores desta "economia verde", com o protagonismo do Banco Mundial e outras instituições financeiras públicas ou privadas, nacionais e internacionais, que irãoincentivar um novo ciclo de endividamento e ajustes estruturais disfarçados de verde. Não pode existir governança global democrática sem terminar com a atual captura corporativa das Nações Unidas.
     Repudiamos este processo e conclamamos todos para que venham fortalecer as
manifestações e construções de alternativas em todo o mundo.
     Lutamos por uma mudança radical no atual modelo de produção e consumo,
consolidando o nosso direito para nos desenvolvermos com modelos alternativos com base nas múltiplas realidades e vivências dos povos, genuinamente democráticas, respeitando os direitos humanos e coletivos, em harmonia com a natureza e com a justiça social e ambiental.
     Afirmamos a construção coletiva de novos paradigmas baseados na soberania
alimentar, na agroecologia e na economia solidária, na defesa da vida e dos bens comuns, na afirmação de todos os direitos ameaçados, o direito à terra e ao território, o direito à cidade, os direitos da natureza e das futuras gerações e a eliminação de toda forma de colonialismo e imperialismo.
     Conclamamos todos os povos do mundo a apoiarem a luta do povo brasileiro
contra a destruição de um dos mais importantes quadros legais de proteção às florestas (Código Florestal), o que abre caminhos para mais desmatamentos em favor dos interesses do agronegócio e da ampliação da monocultura; e contra a implementação do mega projeto hidráulico de Belo Monte, que afeta a sobrevivência e as formas de vida dos povos da selva e a biodiversidade amazônica.
     Reiteramos o convite para participação na Cúpula dos Povos que se
realizará de 15 a 23 de junho no Rio de Janeiro. Será um ponto importante na trajetória das lutas globais por justiça social e ambiental que estamos construindo desde a Rio-92, particularmente a partir de Seattle, FSM, Cochabamba, onde se têm catapultado as lutas contra a OMC e a ALCA, pela justiça climática e contra o G-20. Incluímos também as mobilizações de massa como Occupy, indignados, a luta dos estudantes do Chile e de outros países e a primavera árabe.
     Convocamos todos para que participem da mobilização global de 5 de junho
(Dia Mundial do Ambiente); da mobilização do dia 18 de junho, contra o G20 (que desta vez se concentrará no "crescimento verde") e na marcha da Cúpula dos Povos, no dia 20 junho, no Rio de Janeiro e no mundo, por justiça social e ambiental, contra a "economia verde", a mercantilização da vida e da natureza e a defesa dos bens comuns e dos direitos dos povos.
     Grupo de articulação Internacional da Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental Rio de Janeiro, 12 maio de 2012 . O Grupo de Articulação (GA) Internacional do Comitê Facilitador para a Sociedade Civil na Rio+20 (CFSC) da Cúpula dos Povos é formado por 35 redes, organizações e movimentos sociais de 13 diferentes países. Seus representantes trabalham junto ao GA Nacional (com 40 redes representadas)na coordenação metodológica e política da Cúpula dos Povos, evento paralelo e crítico à Rio+20, que vai reunir milhares de pessoas no Aterro do Flamengo, de 15 a 23 de junho.

Cúpula dos Povos 2012 •
http://www.cupuladospovos.org.br/
imprensa@rio2012.org.br
*Maurício Thuswohl*:(21) 8390-2111 • *Tânia
Coelho*: (21) 8181-8616 • *Verônica Couto*: (11) 8372-8765.

domingo, 13 de maio de 2012

"Aluguel" de copos não descartáveis em festa de padroeira.

Barraca do Projeto Crianças e Adolescentes Rezando e Preservando a Vida do Cerrado e do Planeta.



Teatro popular da meninada: Os três porquinhos e a casa de mãe Joana.

domingo, 29 de abril de 2012

 
NOTA PÚBLICA

Bancada Ruralista impõe Código Florestal

A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra, CPT, diante da aprovação pela Câmara dos Deputados, na noite de ontem, do assim chamado Novo Código Florestal, quer se juntar ao coro de milhões de brasileiros para manifestar sua indignação diante da imposição da vontade da bancada ruralista sobre a nação brasileira, colocando em risco, como advertiram numerosos cientistas, o próprio futuro do nosso país.

Na verdade é muito difícil entender como uma população rural que, segundo o último censo de 2010, representa somente 16% do total da população brasileira, esteja tão superrepresentada na Câmara dos Deputados, já que a Frente Parlamentar da Agropecuária é composta, segundo seu próprio site, por 268 deputados, 52,24% dos 513 deputados eleitos. Para fazerem valer suas propostas, os ruralistas se escondem atrás do discurso da defesa da pequena propriedade, quando é de clareza meridiana que o que está em jogo são os interesses do agronegócio, dos médios e grandes proprietários. Estes, segundo o Censo Agropecuário de 2006, ocupam apenas 9,12% dos estabelecimentos rurais com mais de 100 hectares e juntos somam 473.817 estabelecimentos que, no entanto, ocupam 78,58% do total das áreas.

Mesmo assim, a bancada ruralista e seus seguidores ainda ousam dizer que a oposição ao que eles votaram vem de uma minoria de ambientalistas radicais. Muito corretamente falou o professor titular de Economia da PUC de São Paulo, Ladislau Dowbor: “É preciso resgatar a dimensão pública do Estado. O Congresso tem a bancada das montadoras, a das empreiteiras, a dos produtores rurais, mas não tem a bancada do cidadão!”.

A Comissão Pastoral da Terra espera que a presidenta Dilma honre a palavra dada ainda na campanha eleitoral de não aceitar retrocessos na lei florestal, comprometendo-se a vetar os pontos que representassem anistia para os desmatadores ilegais e a redução de áreas de reserva legal e preservação permanente. Espera que a presidenta não compactue com a imposição da bancada ruralista e vete este texto. A natureza e o Brasil vão agradecer.

A Coordenação Nacional da CPT

Goiânia, 26/04/2012.

Maiores Informações:

Cristiane Passos (Assessoria de Comunicação da CPT Nacional) – (62) 4008-6406 / 8111-2890

Antônio Canuto (Assessoria de Comunicação da CPT Nacional) – (62) 4008-6412

www.cptnacional.org.br

sábado, 28 de abril de 2012

Retrocesso: Bancada ruralista aprova projeto com mudanças no Código Florestal

274 parlamentares eleitos pelo povo votaram a favor do novo projeto do Código Florestal brasileiro. 189 foram contrários e 2 se abstiveram. Com isso, uma bancada ruralista que representa uma minoria pode ser responsável por um dos maiores retrocessos da história ambiental deste país, cujas políticas para o meio ambiente já deixavam a desejar. Com a votação de ontem (25) na Câmara dos Deputados, em Brasília, as mobilizações que pedem o veto da presidenta Dilma Rousseff se intensificaram.
As manifestações no Twitter, por exemplo, continuam sem parar, vindas dos mais diferentes setores. "Código ruralista aprovado. Brasil reprovado”; "Permitirdesmatamento em nascentes e várzeas na Caatinga, Manguezais, Margens de Rios... $ão Criminoso$!”; "Deputados ruralistas honraram seus financiadores” são algumas das reações esboçadas.
O Greenpeace Brasil promete fortalecer sua campanha pela Floresta Amazônica arrecadando assinaturas para uma possível lei de iniciativa popular [a mesma que possibilitou a Lei Ficha Limpa] para o projeto de lei Desmatamento Zero. Para isso precisam de 1,4 milhões de assinaturas. "Desde o início, o setor ruralista no Congresso foi o principal responsável por essa retaliação nas leis de proteção das florestas. A melhor maneira de você mostrar sua indignação a essa reforma do código é assinar o projeto de lei popular pelo desmatamento zero”, chama a campanha.
O movimento Floresta faz Diferença, por sua vez, está realizando um abaixo-assinado e chama os/as brasileiros/as que também se indignaram com o resultado da votação da Câmara dos Deputados para aderirem a uma petição on line. No site http://www.florestafazadiferenca.org.br/assine/index.php é possível assinar, imprimir o documento e se manifestar através das redes sociais disponíveis.
"Não podemos permitir que a alteração do Código Florestal promova desmatamento, destrua ecossistemas e coloque em risco a integridade de nossas florestas e da sociedade brasileira”, afirma a organização WWF Brasil em seu comunicado para que a sociedade se mobilize e pressione a presidenta brasileira pelo veto total do projeto do Código Florestal ruralista.

Retrocessos
A pressão exercida pelos movimentos sociais e ambientais é justificada pelo teor do novo projeto. Se permanecer como foi aprovado o Código Florestal acaba com a obrigação de divulgar na internet as informações do Cadastro Ambiental Rural (CAR), registro cartográfico de imóveis rurais que ajuda no monitoramento das produções agropecuárias e na fiscalização de desmatamentos. Também foi excluído o artigo que obrigava os produtores a aderirem ao CAR em até cinco anos para terem acesso a crédito.
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama não poderá bloquear o documento de controle de origem da madeira de estados não integrados a um sistema nacional de dados. Estados da Amazônia Legal com mais 65% do território ocupado por unidades de conservação pública ou terras indígenas terão a possibilidade de diminuir a reserva legal em até 50%.
Outra alteração foi o fim da obrigatoriedade de recuperar 30 metros de mata em torno de nascentes de água nas áreas de preservação permanente (APP) ocupadas por atividades rurais até 22 de julho de 2008. Se aprovado, o novo Código Florestal também permitirá que áreas desmatadas ilegalmente há mais dez anos, mas hoje com floresta em recuperação, sejam consideradas produtivas, logo, aptas a desmatamento ilegal.
Dilma e o veto
A decisão sobre estas e outras propostas está agora nas mãos da presidenta. O Governo e os ambientalistas defendiam o texto do Senado, como este foi preterido, há esperanças de que Dilma vete o texto aprovado ontem na Câmara. As expectativas são de que a presidenta cumpra com sua promessa de campanha de não aprovar qualquer iniciativa que beneficie o desmatamento ilegal e promova mais destruição de florestas. A pressão internacional às vésperas da Rio+20 também pode ser um ponto positivo.
Ontem, durante um debate sobre este evento, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, falou sobre o assunto, mas não adiantou informações sobre o posicionamento de Dilma. Apenas afirmou que o Governo esperava a aprovação do que ficou acordado no Senado e que a presidenta vai analisar a possibilidade de veto com serenidade.
A Constituição Brasileira permite à presidenta vetar artigos, incisos ou alíneas inteiras e não partes, ou o texto completo. Após receber o projeto aprovado na Câmara ela dispõe de 48 horas para informar ao presidente do Congresso Nacional sua decisão. A deliberação presidencial pode ser derrubada por maioria absoluta (metade mais um) de cada Casa, ou seja, por 257 deputados e 41 senadores.
Para a campanha do ‘Floresta faz Diferença’
Para a campanha "Veta, Dilma!” da WWF Brasil

Fonte:  http://www.adital.com.br

segunda-feira, 16 de abril de 2012

MAC DF realiza oficina de bonecos de tampinhas.

Neste domingo, dia 15 de abril, o MAC do Distrito Federal realizou uma oficina de bonecos, utilizando tampinhas de garrafas plásticas e vasilhames de iogurte e outras garrafinhas. Esta oficina se insere no projeto ecológico desenvolvido pelo Movimento.

Marcelo explica o jeito fácil de construir o boneco.

Separação e organização das tampinhas.

Construíndo o boneco.

Boneco pronto!

Quem disse que os "pequenos" não sabem fazer?

Criatividade e beleza não faltou mesmo!